16 de mai. de 2012

I can't go on without you


Não. Não consigo. Não sem você. Dependo. De você. Não. Recuso-me a me imaginar sem você. Bloqueio-me. Não afasto meus pensamentos de você. Mantenho-me, inconscientemente, perto de você. Meu subconsciente. Ele não me traí. Eu quero. Continuo. Percebo. Não paro. Este é o único jeito de te ter aqui. Comigo. Nós dois. Juntos. Sonho? Talvez. Não importa. Gostaria de passar o tempo máximo com você, por mais que nos restem segundos. Serão segundos nossos. Apenas nossos. Perfeitos. Assim como você. Para mim. É você. Não ele. Nem ela. Muito menos ele. Você, ninguém mais. Apenas. Volta. Desejo-te aqui. Nunca mais vá. Preciso de você. Divide comigo. Divide comigo suas alegrias. Divide comigo suas tristezas. Divide comigo tudo o que você passa. Divide comigo tudo. Só divide. Irei dividir com você. Tudo. Meus choros, meus risos, minhas dores, minhas lutas, meus beijos, meu amor. Irei dividir o que quiser. Minha alma. Dividirei. Me dividi. Parte de mim esta em você. Estou simplesmente incompleta. Sem você. Qual o sentido, afinal? “Melhor pra NÓS”. Estamos separados. Não existe “nós”. E tudo o que nós passamos? Nós passamos. Juntos. Então existimos ainda. Mas estamos separados. Então conseguimos existir separados? É possível? Ou ainda existimos juntos? Incerto. A nossa história nos mantém juntos, mas nós mesmos nos matemos separados. É isso? Ilógico. Quanta incerteza longe de você. Certeza apenas da saudade, da solidão, da carência, da tristeza. Da falta de vontade de viver bem. Viver bem. Sinônimo é viver com você. Viver. Por você. Pra você. Esperar-te. Eu vou te esperar. Sem tempo limite. Enquanto estiver com outra, estarei te esperando. Com alguém ou sem. Estarei te esperando. Com o errado. Esperar-te-ei. Pensando em você. Ficarei. Aqui. Nesta angústia de saber se você realmente voltará. Nesta mistura de tristeza e solidão. Com angústia de saber onde esta a minha felicidade e não poder alcançá-la. Não posso tocar e nem olhar fundo nos olhos. Você. Longe. E eu, sem você. Nós. Separados. Inimaginável, corrosivo. Final? Não. Nossa história não terminará assim, pelo avesso, sem um final feliz. Volta. Desejo-te aqui. Desejo-te.


“Is it broken? Can we work it out?
(…) Tell me you’ll be mine!”

DON’T WALK AWAY. STAY HERE. WITH ME. FOREVER.

7 de mai. de 2012

Mundo Ilusório

O tudo não pensado.


         Sabe aquelas coisas que você fala quando está apaixonada? “Quero para sempre”, “você é e sempre vai ser a minha vida”, “não sou nada sem você”, “você é meu ar, meu chão, minha terra, meu sorriso, minha vontade de viver”. Quanta mentira! Quanta mentira entre duas pessoas só, em um relacionamento, em um sentimento, apenas. No sentimento que dizem ser o mais bonito e puro. Mas tudo bem, tudo isso é aceitável, porque é muita emoção, não é? Mas a questão é, dizemos tudo isso, mentimos tanto, mas durante é verdade. Como assim? Tem tanto sentimento envolvido que nunca paramos para pensar nisso. “É verdade agora, que se foda o depois”. Ilusão. Você ilude. Você é iludido. E isso, durante todo o amor dividido. Aí o “para sempre” acaba. Espera aí, sempre não é sempre? Eu disse... Ilusão. Acaba o que era para sempre e começa o sofrimento. Mas para quê sofrer por algo que nunca existiu? Tá, o amor existiu. Mas o “para sempre” não. Você sofre pelo amor? Ou pela promessa não cumprida? Tanto faz. Você sofre pelo insensível. A outra não sente mais. E qual é o sentido de sofrer pelo insensível? Por que sofrer por algo que te fez bem? Tentarei me explicar. Você amou. A pessoa te amou. Vocês foram felizes juntos e falaram todas essas meias-verdades. O “para sempre” acabou. Você ficou mal. Mas mal pelo o que? Se o amor é tão bonito, tão puro e capaz de mudar alguém bruscamente como dizem, não seria irônico dizer que todo esse “bem” faz mal a alguém? Então você não sofre pelo amor? Você sofre pelas promessas não cumpridas. Volto a minha pergunta: E qual é o sentido de sofrer pelo insensível? Se o “para sempre” da outra pessoa acabou, o seu pode muito bem acabar. Para que sofrer pela ilusão criada por ambos os lados? Enfim, qual é o ponto mesmo?
         O problema é que limitamos erroneamente tudo. Na visão de uns: Amor é um sentimento fácil de sentir, sente-se por uma pessoa que conhece há uma semana e diz ser inevitável amá-la; em citações, amigos são todas as pessoas que conhece; colega não existe, é só mais uma palavra insignificante que há na língua; conhecido então, nem se fala; e “para sempre” é momentâneo. NÃO! O amor é um sentimento forte, que você sente por quem você conhece de verdade; amigo é quem você confia tudo, que te ajuda – não necessariamente sempre – quando precisa e confia em você. E confiança só se tem em quem conhece; colega é aquela pessoa que convive com você, que você pode ter carinho por ela, mas que não confia plenamente; conhecido é quem você sabe quem é, mas nunca conversou com ela direito e não tem carinho algum; e o “para sempre”, simplesmente abrange todo o tempo de vida, desde o momento em que falou, - por exemplo, um eu te amo para sempre – até a sua morte. Consegui te fazer me entender? Não é difícil. Simplesmente a ilusão surge através do significado não visto das palavras.